
Pela primeira vez, feirantes dos mercados municipais de Morada Nova e São Félix participaram de um treinamento voltado ao processamento de alimentos, com foco em boas práticas de fabricação e manipulação. A capacitação foi realizada na manhã desta quarta-feira, 4, pelo Departamento de Abastecimento (DEABAS) e pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), órgãos vinculados à Secretaria Municipal de Agricultura (Seagri).
Durante o treinamento, foram abordados procedimentos básicos e obrigatórios para quem trabalha diretamente com alimentos, como higienização correta das mãos, uso de toucas e luvas, limpeza adequada de frutas, legumes e verduras, além das normas sanitárias, segurança alimentar e exigências do SIM. A ação faz parte de um planejamento que prevê a realização do treinamento nas 13 feiras do município, incluindo a zona rural.
A coordenadora do Departamento de Defesa Agropecuária, Fariuz Barroso, explica que a iniciativa surgiu a partir da identificação da necessidade de maior conscientização dos feirantes. Segundo ela, o trabalho do órgão não se limita à fiscalização.


“Nós resolvemos trazer essa ação aos feirantes porque observamos a necessidade de conscientização. Nosso papel não é apenas fiscalizar ou punir, mas fazer com que as pessoas entendam a importância de um alimento seguro”, afirma.
Fariuz destaca ainda que o processo de fiscalização funciona como uma garantia ao consumidor.
“Quando o consumidor vê o selo de inspeção municipal, transmite segurança, porque indica que o alimento foi manipulado e processado de forma correta, livre de contaminação. Muitos não entendem a importância, por isso levamos esse trabalho até as feiras, para evitar doenças e garantir mais segurança à população”.
O treinamento também alerta para os riscos das Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), que podem causar sintomas como vômitos, diarreia e, em casos mais graves, levar a complicações de saúde. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 600 milhões de pessoas adoecem todos os anos no mundo por consumo de alimentos contaminados, resultando em aproximadamente 420 mil mortes.
Para a coordenadora do Mercado de Morada Nova, Graciela Alves, a adoção das boas práticas impacta diretamente na percepção do cliente. Segundo ela, a higiene e a organização do espaço são decisivas no momento da escolha do consumidor.


“É muito importante porque eles aprendem sobre o processamento do alimento e sobre a limpeza. Quem trabalha com alimentação precisa usar luvas, toucas e manter o ambiente organizado, para evitar a contaminação por bactérias e não prejudicar o consumidor final”, afirma.
Ela ressalta ainda que a aparência do local influencia na decisão de compra. “Quando o cliente chega e vê o ambiente limpo, os utensílios organizados e quem vai servi-lo bem preparado, isso gera confiança e faz com que ele se sinta seguro para consumir naquele lugar”.
A feirante Eleizone Dias avalia a capacitação como essencial para quem atua diretamente com o público.


“É muito importante receber essas capacitações, porque todo conhecimento sobre a nossa área é bem-vindo”, afirma.
Segundo ela, o cuidado com a higiene reflete diretamente no fortalecimento do negócio. “Nós não trabalhamos só para nós, mas principalmente para o cliente. Se a gente mostrar um trabalho limpo, com higiene e confiança, o cliente se torna fiel e ajuda a movimentar o nosso negócio”, conclui.








Texto: Sávio Calvo
Fotos: Paulo Sérgio Santos
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