
A economia circular vem ganhando espaço em diferentes setores produtivos no Brasil, como estratégia para promover o uso mais inteligente de recursos, reduzir desperdícios e gerar valor socioambiental. Iniciativas recentes no varejo de moda e na indústria de energia apontam caminhos possíveis para uma transição mais eficiente e integrada rumo a modelos regenerativos de produção e consumo.
No setor de moda, a circularidade tem se consolidado como um conceito-chave para redesenhar processos e ampliar o ciclo de vida dos produtos. Com foco no reaproveitamento de materiais, novas formas de consumo e soluções colaborativas entre varejo e indústria, o Brasil e países da América Latina buscam alinhar o crescimento econômico à responsabilidade ambiental.
“A circularidade é uma oportunidade para redesenhar processos com foco em eficiência, inovação e propósito. Estamos vendo um número cada vez maior de empresas adotando soluções viáveis que unem qualidade, responsabilidade e competitividade”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), que representa as principais redes varejistas do país.
A proposta da moda circular envolve práticas como o uso de fibras recicladas, fibras naturais certificadas, criação de coleções com tecidos biodegradáveis, implementação de sistemas de logística reversa e estímulo ao consumo consciente. Para a ABVTEX, o fortalecimento dessas práticas depende da integração de todos os agentes da cadeia e do investimento em políticas públicas, tecnologia e infraestrutura de reuso e reciclagem. “A circularidade não é apenas uma tendência, mas uma resposta necessária à complexidade dos desafios sociais e ambientais que enfrentamos”, completa Lima.
No setor de energia, também avançam as soluções de economia circular. Exemplo disso é a iniciativa da Binatural, empresa brasileira especialista na produção de biodiesel, que passou a utilizar o coco de piaçava, que anteriormente era descartado após a extração de fibras, como biomassa para aquecimento de caldeiras em sua unidade de Simões Filho (BA). A ação beneficia diretamente 100 famílias de agricultores da região e se insere na lógica da economia circular ao reaproveitar resíduos e fortalecer cadeias produtivas locais.
“O uso do coco de piaçava é uma forma de gerar energia limpa e, ao mesmo tempo, promover inclusão social e valorização de recursos naturais. É uma inovação que nasce do campo, com impacto real na vida das pessoas”, afirma André Lavor, CEO da Binatural.
A iniciativa é conduzida em parceria com a cooperativa de agricultores familiares, Coopafbasul que além da matéria-prima também confecciona os sacos de juta utilizados no transporte da biomassa. A produção local segue práticas agroecológicas que respeitam a biodiversidade da Mata Atlântica, como o uso de sistemas agroflorestais e cobertura vegetal para conservação do solo.
Essas experiências mostram que a economia circular não se limita à redução de impactos, mas representa uma estratégia de desenvolvimento que articula inovação, inclusão produtiva e uso sustentável dos recursos. Seja na indústria ou no comércio, o avanço de soluções circulares no Brasil aponta para a construção de modelos mais resilientes, integrados e colaborativos, alinhados aos desafios do presente e às possibilidades de um futuro mais justo e regenerativo.
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