
O Paraná quer transformar a produção de uva e vinho em mais uma cadeia que possa atrair turistas para o Estado e congregar as comunidades em torno da atividade. Esse é um dos objetivos propostos no IV Festival Vinopar do Vinho Paranaense, que foi aberto neste sábado (07) e se estenderá até este domingo (08) no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. A entrada é gratuita.
"Na viticultura vocês são teimosos, porque não é fácil fazer a viticultura no Brasil, mas vocês têm demonstrado que é possível trabalhar bonito, de forma digna, e sobretudo com essa possibilidade de cooperação", disse o secretário de Estado de Cidades, Guto Silva, na abertura. "Continuem sendo bem paranaenses, bem teimosos para a gente poder gerar empregos e oportunidades", prosseguiu.
Representando o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a diretora-geral da Secretaria, Camila Aragão, falou da satisfação de poder apoiar o evento. "Fico feliz com isso que está acontecendo aqui e desejo muito sucesso às vinícolas, pois é um belo trabalho, assim como o das queijarias", disse.
Superintendente de Relações Institucionais do Governo do Estado, Renato Adur destacou a característica da viticultura de congregar as pessoas em torno de um propósito. "A uva não e só o suco, não é só o vinho, ela é a integração da cidade, é a festa, é produção de geleias, de doces, de tortas, ela congrega uma comunidade", acentuou. "Um governo que pensa no pequeno transformando e gerando empregos gera riqueza para toda a comunidade".
VINOPAR- O evento, organizado pela Associação dos Vitivinicultores do Paraná (Vinopar), tem patrocínio do Governo do Paraná, por meio da Seab, e participação ativa do programa Revitalização da Viticultura Paranaense (Revitis), desenvolvido pelo Estado. A estimativa é de que 1,2 mil pessoas prestigiem o festival, que tem cerca de 80 rótulos diferentes produzidos por 13 vinícolas, além de estande com queijos.
PRESENÇAS - Também participaram da abertura do festival o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, e o presidente em exercício do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Diniz Dias Doliveira.
“Mostramos aqui a qualidade do vinho paranaense, que está sendo premiado nacional e internacionalmente, pois estamos em um potencial muito bom de produção, desenvolvimento tecnológico e aperfeiçoamento", disse o presidente da Vinopar, Claudinei Bertoletti.
Segundo ele, a experiência de degustar um bom vinho não deve ficar restrita ao festival. "É importante visitar as vinícolas e suas sedes espalhadas nos quatro cantos do Estado, tudo voltado aos enoturismo, e algumas com pousadas e restaurantes".
A entidade, que foi reconhecida com o título de Utilidade Pública em 2024, foi criada em 2017 e possui atualmente 15 vinícolas associadas nas regiões de Curitiba, Sul e Norte do Estado.
REVITIS -Em 2019, com o objetivo de revitalizar a viticultura paranaense, o Governo do Estado criou o Revitis. O programa se move em quatro eixos: incentivo para a produção, reorganização da comercialização, desenvolvimento do turismo e apoio à agroindústria.
Desde sua instituição, o Revitis fomentou a formação de 40 grupos com a participação de mais de 400 agricultores familiares e mais de R$ 7,5 milhões aplicados. Também foram aplicados mais de R$ 700 mil no viveiro de material genético de videiras no polo do IDR-Paraná em Santa Tereza do Oeste.
"É uma grande alegria para nós vermos que o programa Revitis e a Vinopar estão crescendo e o vinho do Paraná vem sendo sempre mais premiado, com mais qualidade", discursou o coordenador do Revitis, Ronei Andretta.
PRODUÇÃO- A tradição da videira e do vinho veio ao Paraná com imigrantes europeus no século 19. O grande florescimento aconteceu entre 1930 e 1960, mas a partir daí doenças e pragas arrefeceram um pouco a cultura, que sobreviveu com novas tecnologias e porta-enxertos mais resistentes.
Nos últimos anos houve uma retomada forte com variedades trazidas de outras regiões e que se adaptaram bem ao solo paranaense também para uvas viníferas, de mesa e para suco. O Sul do Estado tem muito destaque, mas também se desenvolve nas outras regiões, particularmente em uvas de mesa.
O Valor Bruto de Produção (VBP) de 2023 apresentou 143 municípios com produção comercial de uvas de transformação em 1.513 hectares. Foram produzidas 15.774 toneladas, que resultaram em R$ 57,7 milhões em VBP. Destaque para Bituruna, Palmeira e Mallet, na região mais ao sul do Estado.
A uva de mesa foi cultivada em 1.847 hectares de 217 municípios. Foram produzidas 30 mil toneladas, que resultaram em R$ 204 milhões em VBP. Os principais produtores foram Marialva e Uraí, na região Norte, e Rosário do Ivaí, no Centro do Estado.
VINICOLAS -As vinícolas paranaenses presentes no festival são: Araucária, Bertoletti, Betiatto, Costantini, Cooperante, Di Turra, Durigan, Família Fardo, Franco Italiano, Legado, RH, Vô Vito e Zanlorenzi. A Queijaria Estância Baobá, de Jaguapitã, e Cornélia, de Arapoti, oferecem os queijos.
O festival acontece até as 20h neste sábado (7) e das 12h às 18h no domingo (8). A entrada é gratuita, mas para participar da degustação dos vinhos é necessário adquirir a taça de cristal personalizada do evento ao custo de R$ 40 (primeiro lote). A taça dá direito a uma dose de boas-vindas e as demais doses serão comercializadas a partir de R$ 7.
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