
A valorização externa tem intensificado a discussão sobre a sustentabilidade da cadeia produtiva. Segundo estudo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), entre 25% e 30% do volume dos blocos extraídos se transforma em resíduos durante o corte, o polimento e o acabamento das rochas. Quando descartados de maneira inadequada, esses resíduos podem causar assoreamento de rios, contaminação do solo e outros danos ambientais.
No ambiente empresarial, iniciativas privadas também têm sido fundamentais para impulsionar essa transformação. É o caso de Marcos Winicios Martinatto, especialista em mármores e granitos e proprietário da Martinatto Marmoraria, que defende a sustentabilidade como parte indissociável da atuação no mercado.
"Trabalhar com mármore e granito exige consciência. Não basta entregar beleza e funcionalidade; é preciso pensar no que fazemos com os resíduos que geramos. Buscamos sempre aproveitar ao máximo a matéria-prima e destinar adequadamente os restos de corte e polimento", explica.
Além da preocupação com o descarte consciente, Martinatto aposta em processos que valorizam o uso inteligente dos materiais. A produção de pias esculpidas — feita de maneira artesanal — utiliza blocos e sobras menores de rochas, o que reduz o desperdício e permite que materiais nobres sejam aproveitados em sua totalidade.
Outra característica do trabalho do especialista é a aplicação de mármore em clínicas odontológicas, clínicas estéticas, estúdios e outros espaços comerciais. Ele adapta o projeto arquitetônico para escolher o tipo de rocha mais adequado às exigências de cada ambiente, aliando durabilidade, segurança e estética.
"Ao trabalhar com espaços comerciais, entendemos que cada detalhe importa: a escolha da rocha influencia não apenas no design, mas também na funcionalidade e na manutenção do ambiente a longo prazo", afirma.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas), a preocupação com a sustentabilidade é um dos fatores que têm impulsionado a modernização do setor nos últimos anos. Empresas que investem em reaproveitamento de resíduos, uso racional de água e eficiência energética tendem a se destacar em um mercado cada vez mais exigente quanto à responsabilidade socioambiental.
Ao combinar técnicas artesanais de alto nível, gestão eficiente de resíduos e atendimento especializado, Marcos Winicios Martinatto defende que é possível unir tradição e inovação, respeitando o meio ambiente e contribuindo para a evolução sustentável da indústria de mármores e granitos no Brasil.
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